11 de Setembro de 2020
COVID-19: 96% das redes municipais de ensino realizam atividades pedagógicas não presenciais

Veículo: 
ONU Brasil

Com o objetivo de coletar informações sobre a oferta de atividades não presenciais, a previsão de retorno das aulas e a preparação para a volta no contexto da pandemia da COVID-19, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com apoio do Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), realizou um levantamento envolvendo 4.272 redes municipais, que representam 77% do total de municípios brasileiros e corresponde a 79% do total de matrículas das redes municipais do país.

Dos municípios respondentes, 4.114 (96%) afirmaram que estão oferecendo atividades pedagógicas não presenciais aos estudantes durante este período de calamidade pública, causada pelo novo coronavírus, e 158 redes municipais disseram não oferecer tais atividades. Na pesquisa anterior, realizada entre 27 de abril a 4 de maio de 2020, cerca de 40% das redes municipais respondentes ainda não tinham definições sobre a continuidade das atividades não presenciais.

O novo levantamento, realizado entre os dias 7 e 18 de agosto por meio de questionário online, mostra ainda que aproximadamente 95% das redes municipais com atividades de ensino não presenciais adotam a distribuição de materiais impressos e 80% das redes municipais adotam a distribuição de aulas gravadas como parte das estratégias.

Associado a isso estão também plataformas educacionais, videoaulas online ao vivo e TV educativa. A maioria das redes respondentes disse usar combinações de estratégias online e offline; 3.593 redes disseram usar combinação de ao menos uma estratégia de ensino não presencial via Internet com uma estratégia sem uso de Internet; e 460 redes usam exclusivamente estratégia sem mediação da Internet.

“A pesquisa é extremamente importante para termos conhecimento de como as redes municipais de educação estão trabalhando durante este período e como podemos apoiá-las no que diz respeito às dificuldades”, disse o presidente da Undime, Luiz Miguel Martins Garcia, dirigente municipal de Educação de Sud Mennucci (SP).

“As escolas fecharam, mas não pararam as atividades, muita coisa está sendo feita, é o que a pesquisa nos mostra. Este é o momento de nos unirmos, de valorizarmos a vida com respeito às condições sanitárias, mas também de garantirmos o direito à aprendizagem e ao trabalho conjunto no qual podemos trocar experiências.”

Os dados mostram ainda que 3.769 redes municipais respondentes ainda não têm data para retornar ao ensino presencial. Essas redes somam 13,3 milhões de alunos.

Sobre como as redes municipais do Brasil estão se preparando para o retorno às aulas presenciais, 40% das respondentes afirmaram já ter iniciado ou concluído seus protocolos de retorno; 2.577 ainda não começaram a construir seus protocolos e, desse total, 1.310 redes devem adotar os padrões de seus estados.

“Essa pesquisa confirma parte do que temos acompanhado em outra pesquisa nacional com famílias, que vem sendo feita em ondas desde maio e mostrou a ampliação para 82% dos estudantes do fundamental e médio acessando algum tipo de atividade remota”, declarou Patrícia Mota Guedes, gerente de desenvolvimento do Itaú Social.

“Ao mesmo tempo, seguem sendo fundamentais estratégias de apoio para os estudantes mais vulneráveis, que ainda não acessaram qualquer atividade, e que estão em risco de abandono escolar mesmo antes da reabertura das escolas.”

É preciso acompanhar frequência escolar de todos os estudantes

Uma das consequências da pandemia de COVID-19 é o risco de aumento do abandono e da evasão escolares. A Busca Ativa Escolar é uma estratégia elaborada por UNICEF, Undime e parceiros que colabora para prevenir e/ou mitigar esse fenômeno.

Com o fechamento das escolas e a realização de atividades educacionais não presenciais, manter o vínculo e acompanhar a frequência dos estudantes tornou-se um desafio para muitas redes.

Assim, a Busca Ativa Escolar elaborou uma nova funcionalidade para o acompanhamento da frequência, colaborando para que gestores(as) possam monitorar a situação na sua rede educacional e tomar providências rápidas a fim de prevenir o abandono escolar.

“Há meninos e meninas que já se encontravam em atraso escolar e correm o risco de não conseguir voltar, os que já estavam fora da escola e estão ficando cada vez mais longe dela, e estudantes que perderam o vínculo durante a pandemia”, disse Ítalo Dutra, chefe de Educação do UNICEF no Brasil.

“Para auxiliar na tomada de ações para evitar que eles fiquem fora da escola, disponibilizamos uma nova funcionalidade gratuita para que as redes de educação tenham um acompanhamento adequado da frequência dos estudantes, tanto na participação das atividades remotas quanto no retorno às aulas, e possam garantir que todos, sem exceção, estejam na escola.”

Ainda no contexto de enfrentamento dos desafios causados pelo novo coronavírus, foi elaborado o guia Busca Ativa Escolar em Crises e Emergências, que orienta as administrações públicas na prevenção do abandono e da evasão escolares. (Acesse: https://buscaativaescolar.org.br/criseseemergencias/)

Sobre a Busca Ativa Escolar

Presente em mais de 3.100 municípios e 16 estados, a Busca Ativa Escolar é composta por uma metodologia social e uma plataforma tecnológica gratuitas. Visa apoiar governos municipais e estaduais a identificar crianças e adolescentes em risco de abandono escolar ou fora da escola, encaminhá-los para atendimento nos diversos serviços públicos e (re)matriculá-los ou providenciar ações para que eles não abandonem a sala de aula.

 

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Publicação mapeia os principais riscos a que estão expostos crianças e adolescentes nas cidades-sede do Mundial 2014 e apresenta as iniciativas desenvolvidas pela sociedade brasileira para garantir os direitos fundamentais desses grupos etários.