05 de Fevereiro de 2018
Sistema Educacional Interativo vai levar Ensino Médio para 61 localidades do Pará

Veículo: 
FolhaPA

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) iniciou no dia 23 de junho, a formação de 50 profissionais, entre eles 38 professores, que atuarão no Centro de Mídia do Sistema Educacional Interativo (SEI). O SEI é a metodologia educacional que está sendo implantada no Pará para ampliar a oferta de Ensino Médio no interior - notadamente em localidades de difícil acesso.

A formação inicial é para professores que darão aula no Centro de Mídia instalado em Belém. O treinamento, que ocorreu até sexta-feira (27), foi ministrado por oito especialistas do Amazonas, estado pioneiro nesse sistema educacional interativo.

Há mais de 10 anos o Amazonas implantou sistema semelhante ao SEI, que permite transmitir via satélite aulas para diversos pontos do estado, com o apoio de professores, que serão treinados para ministrar aulas em um estúdio de televisão. Além de mídias para suporte didático, os docentes usarão meios de interatividade com os alunos.

O treinamento do primeiro dia da formação foi dado pela pedagoga e mestre em educação Maria Augusta Ximenes, e por Regina Teles, mestranda em Tecnologia e Educação. Segundo Maria Augusta, o resultado do trabalho desenvolvido no Amazonas foi tão significativo, que permitiu acesso à educação formal e a inclusão tecnológica de 300 mil pessoas.

Ela diz que o Amazonas tem peculiaridades geográficas semelhantes ao Pará. Das 300 mil pessoas beneficiadas com o sistema amazonense de aulas com tecnologia, 90% são moradores de áreas de difícil acesso. Os resultados desse sistema têm se revelado, no Amazonas, em avanços que se refletem no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sendo também reconhecido por meio de premiações.

Até o final do ano, o SEI estará em operação para participação de 6.400 alunos em aulas piloto em 61 localidades do Pará. Para a professora de Artes, Silene Trópico, que vai atuar no SEI, o sistema chamou sua atenção pela possibilidade de construir uma metodologia de ensino com mediação tecnológica e possibilidade de interação com professores de outras áreas afins, utilizando-se de recursos tecnológicos. “Tenho 18 anos na rede pública e a metodologia do SEI é um avanço para a educação no nosso Estado; foi justamente esse caráter de inovação que me motivou a integrar a equipe de professores”, destacou.

As aulas do SEI iniciarão normalmente no próximo período letivo, em 2018. A meta da Seduc é levar o ensino Médio Regular, por meio de tecnologia, a 145 salas de aula.

A metodologia do SEI também atraiu o professor Marcelo França, lotado no município de Nova Timboteua. Durante a formação em Belém, ele detalhou que vislumbra na metodologia do Sistema Interativo uma possibilidade de obter novos conhecimentos. “Toda e qualquer possibilidade que a gente tem de utilizar um ferramenta pedagógica nova é válida, pois vai fazer a diferença lá na frente, no aprendizado dos nossos alunos”, disse.

Com um investimento global de R$ 15,3 milhões, o SEI integra o Programa de Melhoria da Qualidade e Expansão de Cobertura da Educação Básica, implantado pela Seduc com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e concebido no âmbito do Pacto Pela Educação.

A diretora de Ensino Médio da Seduc, Joseane Mesquita, explica que o SEI é uma metodologia educacional que atenderá alunos concluintes do Ensino Fundamental em comunidades rurais onde não há oferta do Ensino Médio ou quando a demanda for superior ao número de vagas oferecidas. As aulas serão transmitidas do Centro de Mídias instalado em Belém.

Márcia Ribeiro, coordenadora do SEI, detalha que 327 professores atuarão no sistema. “Essa formação inicial é um dos pontos de partida para a implantação do SEI. Além dos professores, participam da formação técnicos da Secretaria Adjunta de Ensino (Saen), do Núcleo de Tecnologia da Educação (NTE) e do Centro de Formação de Profissionais de Educação do Estado do Pará (Cefor).

 

Patrocínio
Petrobras
Publicações
Este guia integra uma série de publicações editadas pela ANDI – Comunicação e Direitos ao longo da última década, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento da cobertura jornalística.