26 de Setembro de 2017
Só uma em cada cinco escolas abre aos fins de semana para a prática de atividades físicas e esportivas

Veículo: 
Globo.com

Só 20,2% das escolas brasileiras abre, suas portas aos fins de semana para que os alunos e familiares possam usar as instalações para a prática de atividades físicas e esportivas. O dado foi elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e divulgado na tarde desta segunda-feira (25) no relatório "Movimento é vída: atividades físicas e esportivas para todas as pessoas".

O relatório analisa diversos aspectos sobre as atividades físicas e esportivas, incluindo o papel das escolas no desenvolvimento de hábitos saudáveis na população.

Entre os níveis de ensino, as escolas de educação infantil são as que menos funcionam aos fins de semana: só 10% delas abrem as portas para a comunidade. Nas escolas de ensino fundamental I, os alunos e pais podem fazer atividades físicas aos sábados e domingos em 18,8% dos casos. Entre as escolas de fundamental II e de ensino médio esse percentual sobe para 26,2% e 41,3%, respectivamente.

'Escola ativa'

O documento cruzou informações de três bases de dados já existentes – o Censo Escolar, os questionários da Prova Brasil e a Pesquisa Nacional sobre Saúde do Escolar (Pense) –, além de realizar uma pesquisa telefônica com 572 escolas do país. Foi criada, então, uma escala para medir o grau de comprometimento das escolas com a noção de "escola ativa".

De acordo com o Pnud, 'escola ativa' é uma escola que inclui o ensino de atividades físicas e esportivas no projeto político-pedagógico e na grade curricular dos estudantes, e que, além disso, incentiva a sua prática dentro e fora da rotina escolar para os alunos, funcionários e familiares, oferecendo espaços físicos e programas específicos e mantendo sistemas de avaliação regular deles.

Veja abaixo a escala definida pelo Pnud:

  • INSUFICIENTE: As escolas deste nível apresentam apenas uma "expectativa de aprendizagem" definida para a disciplina de educação física, pátio ou quadra cobertos para a prática de atividades e e organiza eventos para promovê-las
  • ELEMENTAR: Além das características do nível anterior, essas escolas também têm um professor de educação física ou movimento, e ainda participam de eventos externos de atividades físicas e esportivas
  • INTERMERDIÁRIO: Essas escolas possuem ainda uma diretriz específica para promover atividades físicas e esportivas, programas extracurriculares regulares nessa área e, além disso, abrem aos fins de semana para alunos, famílias e comunidade
  • AVANÇADO: Além das características anteriores, essas escolas ainda fazem parcerias com outras instituições para viabilizar a prática de atividades pelos alunos, oferece programas dessas atividades para os alunos aos fins de semana, possuem vestiários para banho e incluem as famílias no planejamento e na gestão dessas atividades
  • PLENO: Para ser classificada no nível pleno, a escola precisa ter, além de todas as atividades descritas acima, uma infraestrutura variada para a prática de atividades físicas e esportivas, como bicicletário, piscina e uma sala multiuso, que pode ser usada para musculação, dança, ginástica e lutas.

Segundo a análise feita pelo Pnud, 88% das escolas do Brasil se encontram nos níveis insuficiente ou elementar.

"Em geral, as propostas de escola ativa que enfatizam a dimensão da saúde preocupam-se primordialmente com a quantidade total de atividade física praticada pelas crianças e jovens, e apresentam a meta de que atinjam, no mínimo, 60 minutos de atividade física diária", explica o relatório. "Reformas curriculares propondo o aumento da carga horária semanal das aulas de Educação Física, a inclusão de exercícios físicos regulares como componente curricular obrigatório e a introdução da educação para a saúde como tema transversal são exemplos de estratégias utilizadas para promover atividade física na escola por meio do componente curricular educação física. Desse ponto de vista, a educação física assume um papel central no fomento da prática de AFEs [atividades físicas e esportivas] pelos alunos."

O estudo aponta, entre suas recomendações, que "as escolas precisam transformar-se em eascolas ativas, para que os educandos tenham experiências significativas e prazerosas, capazes de fazer com que os mesmos levem as AFEs [atividades físicas e esportivas] para e por toda a sua vida".

 

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