02 de Janeiro de 2018
Unicef pede a países da África esforços contra mortalidade infantil

Veículo: 
Agência Brasil

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu nesta segunda-feira (1º) aos países da África Ocidental e Meridional um aumento nos esforços para garantir que cada vez mais recém-nascidos sobrevivam aos primeiros dias de vida neste novo ano. A informação é da agência de notícias espanhola EFE.

Segundo dados do Unicef, em 2016 morreram cerca de 2,6 mil crianças por dia durante as primeiras 24 horas de vida. Etiópia e Tanzânia estão entre os dez países com maior taxa de mortalidade no período neonatal do mundo, somando 136 mil óbitos. A maioria desse total está relacionada a causas evitáveis, como nascimentos prematuros, complicações durante o parto e infecções como pneumonia.

A organização indicou que cerca de 48 mil bebês nascerão nesta região (12% do total mundial) e que 58% desses nascimentos ocorrerão na Etiópia e na Tanzânia, bem como em Uganda, no Quênia e em Angola.

A diretora regional do Unicef na África Ocidental e Meridional, Leila Pakkala, pediu aos governos desses países que "mantenham e aumentem seus esforços para salvar as vidas de milhões de crianças mediante a provisão de soluções provadas e de baixo custo".

Campanha

No próximo mês, o Unicef iniciará uma campanha denominada "Todas as crianças vivas", por meio da qual impulsionará soluções sanitárias de qualidade e acessíveis para as mães e os recém-nascidos. O foco da iniciativa será na presença de pessoal qualificado durante o parto e em outras áreas, como o fornecimento de água e eletricidade aos centros de saúde.

Apesar do progresso alcançado nas últimas duas décadas, nas quais foi possível reduzir à metade o número de crianças que morrem antes do quinto aniversário, chegando a 5,6 milhões em 2016, os bebês de menos de 1 mês continuam sendo os mais vulneráveis e representam 46% dos falecimentos nesse grupo.

Em 2016, a África Subsaariana registou 38% das mortes mundiais no período neonatal. P or isso o Unicef considera um desafio adaptar as necessidades sanitárias para mães, recém-nascidos e crianças ao aumento previsto na taxa de natalidade para os próximos anos.

As previsões são de 1,8 bilhão de nascimentos na África entre 2015 e 2050, 700 milhões a mais que no período anterior de 35 anos (1980-2014).

"Estamos entrando em uma era na qual todos os recém-nascidos do mundo deveriam ter a oportunidade de ver o século 22. Infelizmente, quase a metade dos que nascerão neste ano não poderá. Deveríamos fazer muito mais a respeito", alertou Leila Pakkala.

 

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