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ANDI - Comunicação e Direitos, em parceria com o Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), integrante da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Mídia e a Segurança no Trânsito: uma Radiografia da Cobertura de 15 Diários Brasileiros
Ano: 
2014

Em todo o mundo 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em consequência de acidentes no trânsito, e perto de 50 milhões sofrem ferimentos. As lesões no trânsito são, também, a primeira causa de mortes na faixa etária entre 15 e 29 anos. No Brasil, as mortes no trânsito estão entre as primeiras causas de óbitos por causas externas – a primeira entre jovens e adultos jovens – e excederam 40 mil casos em 2010, tendo respondido, ainda, por 260 mil internações em 2011, com custos para o Sistema Único de Saúde (SUS) da ordem de R$ 200 milhões.

De forma a impulsionar o enfrentamento desta verdadeira epidemia, entre outras medidas a Organização Mundial de Saúde (OMS) vem operando em 10 países, incluindo o Brasil, o projeto intitulado “Road Safety in Ten Countries” (RS-10). A iniciativa, que recebeu entre nós o nome “Vida no Trânsito”, é desenvolvida em cinco capitais brasileiras desde 2010: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Palmas (TO) e Teresina (PI), sob a coordenação conjunta do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) – que atua como escritório regional da OMS nas Américas.

Como parte desse trabalho, a OPAS firmou com a ANDI – Comunicação e Direitos parceria para a realização de um diagnóstico sobre a cobertura dedicada pela imprensa brasileira ao tema Trânsito. A proposta é conhecer a extensão e profundidade desse noticiário, identificando a atuação das redações no agendamento de questões relevantes, na difusão de informações contextualizadas e no acompanhamento de programas e políticas na área.

O presente documento traz, portanto, os resultados de uma análise da produção editorial de 15 jornais diários de todo o País sobre o tema, no período de 01 de dezembro 2011 a 31 de maio de 2012.

Além dos dados quantitativos – que derivam da mensuração dos temas mais discutidos, das fontes de informação mais mencionadas e de várias características gerais da cobertura –, estiveram em foco aspectos como o perfil dos envolvidos em acidentes de trânsito, a legislação citada e as causas e soluções apresentadas para o problema, dentre outros pontos qualitativos relevantes.

Espera-se que os dados aqui apresentados possam contribuir para o processo de qualificação dos profissionais de imprensa para a cobertura sobre o assunto, assim como para a sensibilização dos atores sociais em relação ao importante papel desempenhado pela mídia no enfrentamento dos desafios do trânsito no País.

Boa leitura.