12 de Setembro de 2017
Conflitos e pobreza generalizada atrasam progressos nos índices de educação, alerta UNICEF

Níveis generalizados de pobreza, conflitos prolongados e emergências humanitárias complexas levaram à estagnação na redução da taxa global de crianças fora da escola na última década, levando o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) a pedir mais investimentos.

Com 11,5% das crianças em idade escolar (123 milhões) sem acesso à escola atualmente, em comparação com 12,8% (135 milhões) em 2007, a porcentagem de crianças de 6 a 15 anos fora da escola diminuiu muito pouco na última década, de acordo com o UNICEF.

“Os investimentos destinados a aumentar o número de escolas e professores conforme o crescimento da população não são suficientes”, disse a chefe de Educação do UNICEF, Jo Bourne.

As crianças que vivem nos países mais pobres do mundo e em zonas de conflito são afetadas desproporcionalmente. Dos 123 milhões de crianças que estão fora da escola, 40% vivem nos países menos desenvolvidos e 20% em zonas de conflito.

O UNICEF aponta que a guerra continua a ameaçar – e reverter – ganhos educacionais.

Os conflitos no Iraque e na Síria resultaram em mais 3,4 milhões de crianças sem acesso à educação, elevando o número de crianças fora da escola em todo o Oriente Médio e Norte da África para aproximadamente 16 milhões, o mesmo registrado em 2007.

Com os altos níveis de pobreza, o crescimento acelerado das populações e as emergências recorrentes, a África Subsaariana e o Sul da Ásia abrigam 75% das crianças fora da escola primária e secundária.

“Os governos e a comunidade global devem direcionar seus investimentos para eliminar os fatores que impedem essas crianças de irem a escola, em primeiro lugar, inclusive criando escolas seguras e melhorando o ensino e a aprendizagem”, acrescentou ela.

No entanto, alguns progressos foram alcançados.

A Etiópia e o Níger, que se encontram entre os países mais pobres do mundo, apresentaram o maior progresso da taxa de matrícula em crianças em idade escolar primária, com aumentos de cerca de 15% e 19%, respectivamente.

“A aprendizagem fornece alívio para as crianças afetadas por emergências no curto prazo, mas também é um investimento crítico no futuro desenvolvimento das sociedades no longo prazo”, ressaltou Bourne.

Na primeira metade de 2017, o UNICEF recebeu apenas 12% do financiamento necessário para proporcionar educação para crianças que vivem em regiões de crises. São necessários mais fundos para abordar a multiplicidade e complexidade das crises e dar às crianças a estabilidade e as oportunidades que merecem, destacou a agência da ONU.

Fonte: ONU Brasil

 

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