5,5 milhões sem nome na certidão

Veículo: Correio Braziliense - DF
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Diante da resistência da mãe, Kelly Pereira de Araújo, em atender uma convocação da escola para comparecer ao Programa Pai Legal, que o Ministério Público (MP) do Distrito Federal mantém com o objetivo de incentivar o reconhecimento tardio de paternidade, Thalys foi enfático: "Eu quero saber quem é o meu pai biológico", disse o menino de 7 anos. Mesmo descrente da possibilidade de localizar o ex-namorado, com quem viveu por sete meses, a mãe não se furtou em atender o pedido do garoto. "Sinto que a autoestima do Thalys é baixa. O irmão dele sempre vai para a casa do pai. As minhas caçulas estão sempre grudadas com o meu marido. Ele se sente isolado, apesar do carinho que damos", conta Kelly, de 25 anos. Tímido, Thalys explica com um "porque eu quero" o desejo de conhecer o pai. Dos lugares que mais gosta, fala do parque Nicolândia. "Só fui uma vez", conta. O irmão mais velho, João Pedro, de 8 anos, completa: "Fui eu que levei ele, ele nunca tinha ido. Aí pedi, um dia, para o meu pai para ele ir junto", diz. Programas que auxiliam na procura de pais que não reconheceram os filhos estão espalhados pelo País, ora tocados pelo Judiciário, ora pelo Ministério Público.

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