Conselho permite “empréstimo” de útero

Veículo: Folha de S. Paulo - SP
Compartilhe

Mulheres que não podem engravidar por razões médicas estão tomando "emprestados" úteros de outras não parentes para ter seus filhos. Por resolução do Conselho Federal de Medicina, só parentes de primeiro e segundo graus (mães, irmãs e primas) do casal podem ceder, de forma altruística, o útero. Mas, nos últimos meses, o Cremesp (conselho de medicina paulista) vem autorizando que mulheres não parentes (como amigas) emprestem suas barrigas, desde que não recebam nada por isso. Nesse procedimento, o casal faz a fertilização in vitro (FIV) com seus óvulos e espermatozoides e, depois, o embrião é transferido para o útero da mulher que gestará o bebê. Quando a criança nasce, ela é registrada em nome dos pais biológicos.

Dificuldade na fiscalização – Segundo o ginecologista Eduardo Motta, que integra um grupo de médicos que analisa os pedidos que chegam ao conselho, 90% dos casos estão sendo aprovados. "Só negamos quando não há uma razão médica ou quando existe alguma suspeita de que o casal esteja pagando pela cessão do útero”. Mas o próprio Conselho reconhece que não tem condições de fiscalizar se a mulher é amiga da paciente ou alguém contratada.

Temas deste texto: Pais e filhos - Saúde