Em 5 anos, 17 maternidades fecham as portas em SP

Veículo: Folha de S. Paulo - SP
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Com cerca de 15 semanas de gravidez, Camila Raduan, 24, de São Bernardo do Campo (SP), teve um sangramento. Foi às pressas a uma maternidade perto de casa que atendia seu plano de saúde. Havia sido fechada. Correu a um pronto-socorro. O bebê estava bem. Mas, para evitar surpresas, dias depois, Camila resolveu procurar um local para o parto. Sem sucesso: descobriu que outra maternidade particular havia encerrado as atividades. Agora, com 37 semanas, está decidida: sem opções de seu plano na cidade, vai ter o filho em Santo André (SP). Casos como esse vêm se repetindo devido ao fechamento em série de maternidades. Nos últimos cinco anos, ao menos 17 encerraram suas atividades em São Paulo, segundo levantamento feito a pedido da Folha por entidades que reúnem clínicas e hospitais particulares no Estado – o Sindhosp e a Fehoesp. Na capital paulista, o tradicional hospital Santa Catarina anunciou que, após 35 anos de funcionamento, fechará a maternidade em outubro. Para evitar ter o mesmo destino, a Santa Casa de Belo Horizonte (MG) lançou campanha na internet e negocia ajuda de governos. Novas consultas já não são marcadas.

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