Escolas falham como meio de adaptação

Veículo: Estado de Minas - MG
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Escola é elemento central para adaptação de crianças refugiadas, mas a falta de preparo pode agravar o sofrimento dos pequenos. Na segunda reportagem da série "Crianças refugiadas: o desafio do recomeço", iniciada no domingo (1º), o Estado de Minas mostra como a escola pode ajudar meninos e meninas a aceitarem melhor a vida em um país desconhecido. No Brasil, o próprio entendimento da palavra refugiado dificulta a inserção dessas crianças. "No início, os colegas me perguntavam muito sobre o meu país, a minha língua, mas agora passou", conta Yazdan, de 8 anos, um iraniano refugiado no Brasil há 15 meses e apaixonado pelo futebol brasileiro. Na Copa do Mundo, Yazdan vai torcer pela seleção canarinho e não tem dúvidas de que a conquista do título será de Neymar e sua turma. "A Argentina vai ficar em segundo lugar, Alemanha em terceiro e Espanha em quarto", palpita. Matriculado no 2º ano do ensino fundamental em uma escola pública em São Paulo, o garoto conta que são 27 alunos em sala. Pelos colegas, foi apresentado às tradicionais brincadeiras brasileiras como o "pega-pega" e o "esconde-esconde", que, depois do futebol, "lógico", são suas preferidas.

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