Exploração sexual preocupa instituições

Veículo: O Globo - RJ
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O assunto é tabu. Mas, às escondidas, o maior fluxo de gente em Itaborai (RJ) e municípios próximos tem uma consequência comum a regiões pelo Brasil com as mesmas características: o aumento da exploração sexual de crianças e adolescentes. A muito custo, operários do Comperj e moradores mapeiam onde a prática acontece, como lugares recônditos de Papucaia, no município vizinho de Cachoeiras de Macacu. Um deles conta casos até de grupos alugarem ônibus para ir a prostíbulos. E outro lembra que, há poucos meses, profissionais do sexo fizeram protesto na porta do Comperj, pedindo aumento dos salários dos trabalhadores. O agravamento do problema chama atenção de Marisa Chaves, coordenadora do Núcleo Especial de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítimas de Violência Doméstica e Sexual (Neaca), que atua em São Gonçalo, Itaborai, Tanguá, Magé e Maricá. Recentemente, conta ela, os pais de uma adolescente de 16 anos, explorada sexualmente, descobriram que a jovem fazia programas em cidades da região.

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