Formação educacional de adolescentes comprometida pelo vôlei

Veículo: Hoje em Dia - MG
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"A casa do voleibol brasileiro", como é chamado o Centro de Treinamento de Saquarema (RJ), poderia servir de exemplo a muitos países como excelência na preparação de jovens jogadores de alto rendimento. A não ser por uma única e grave falha: privar adolescentes de 13 a 18 anos do direito básico à educação. Muitas promessas da modalidade perdem o ano letivo, devido ao tempo que permanecem em treinamento, com o consentimento dos pais e a passividade da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Por ano, o Aryzão, apelido do espaço, recebe 90 atletas, que passam de dois a quatro meses morando e treinando nas dependências do CT.

Investigação –O ex-técnico e atual gerente de Seleções da CBV, Antônio Rizola, confirma que o CT não oferece nenhum tipo de reforço escolar aos convocados. "São eles que têm que se adaptar: o esporte com as atividades escolares. Eles têm que correr atrás quando voltam às suas casas", pontua. O procurador da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e Adolescente do Ministério Público do Trabalho, Antônio de Oliveira Lima, garante que esse é um caso extremamente preocupante e que a situação será investigada.

 

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