Grupo do GDF relata trabalho infantil e tráfico de drogas no Lixão da Estrutural

Veículo: Veículo não definido - BR
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O grupo de trabalho criado pelo GDF (Governo do Distrito Federal) para desativar o Lixão do Jóquei, conhecido como Lixão da Estrutural, registrou a presença de drogas e de trabalho infantil no maior aterro sanitário em funcionamento da América Latina. Na última terça-feira (21), a equipe criada em abril ganhou mais 60 dias no prazo para apresentar um plano de intervenção no local. Após detectar os problemas, o SLU (Serviço de Limpeza Urbana) pediu ao governador do DF, Rodrigo Rollemberg, que criasse o grupo. Segundo o diretor-técnico do órgão, Paulo Celso dos Reis, estas irregularidades são de competência de outras instituições do governo. "Tem questões lá dentro que não cabem ao SLU resolver. Por exemplo, a presença de crianças, o SLU não pode fazer intervenção, tem que ter o Conselho Tutelar e a Secretaria da Criança envolvida. Quanto à presença de drogas, tem que chamar a Secretaria de Segurança Pública. Verificamos a necessidade de envolver outros órgãos". De acordo com o SLU, o plano de intervenção para resolver estes problemas tem 35 ações, entre elas a mudança da maior parte das atividades para o novo aterro sanitário do DF, que ficará entre Ceilândia e Samambaia. No valor de R$ 27 milhões, o término das obras está previsto para 2016. Paulo Celso explica que a desativação do Lixão da Estrutural será feita em etapas, e que algumas atividades consideradas de baixo impacto ambiental devem continuar no local, que hoje registra um total de 35 toneladas de lixo. "A reciclagem de resíduos da construção civil, que é uma britagem simples, ainda pode ser mantida lá. Estamos discutindo com a população para ver a melhor forma de isso impactar, porque o impacto é sempre negativo nesse tipo de atividade, mas que seja o mínimo possível".

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