Literatura simplificada é polêmica nas escolas

Veículo: A notícia foi publicada nos principais jornais do País - BR
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Queridos pelos professores, Machado de Assis e José de Alencar não são autores de cabeceira para a maioria dos alunos. A dificuldade de entender obras clássicas, seja pela linguagem ou complexidade das tramas, reaviva o debate sobre o uso de adaptações literárias nas escolas. Embora a ideia das versões seja incentivar a leitura entre crianças e adolescentes, especialistas se preocupam com o empobrecimento dos textos. Na semana passada, foi alvo de críticas o projeto da escritora Patrícia Engel Secco, que teve apoio da Lei de Incentivo à Cultura para adaptar obras de Machado de Assis para uma linguagem atual. Um dos exemplos, que acirrou ânimos nas redes sociais, foi a troca da palavra "sagacidade" por "esperteza", de compreensão mais fácil. A polêmica, entretanto, não é novidade nas escolas. Iuri Pereira, professor de Literatura do Colégio Equipe, em Higienópolis, na região central de São Paulo (SP), é contrário às adaptações. "Geralmente a mudança reduz, simplifica a obra", diz. "E o mais difícil de Machado, por exemplo, não é a linguagem, mas os temas, que são próprios da maturidade". Segundo ele, uma estratégia para abordá-lo com os mais novos é usar textos menores, como os contos.

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