Mãe prioriza saúde de filho pequeno ao carinho

Veículo: Correio do Povo - RS
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Para as mães de crianças com menos de três anos, cuidar da saúde do filho é muito mais importante que dar carinho, brincar ou conversar com ele. Esse é o resultado de pesquisa realizada pelo Ibope que ouviu mais de duas mil pessoas em 18 capitais brasileiras. Quando perguntadas sobre o que é importante para o desenvolvimento da criança de 0 a três anos, 51% delas responderam que a principal contribuição é levar ao pediatra regularmente e dar as vacinas. O porcentual de quem acredita na importância de brincar, passear e conversar cai para 19% e fica menor ainda se forem considerados os que defendem a necessidade da socialização com outras crianças: 8%.

Participação paterna –A pesquisa também identificou que a figura paterna deixa a desejar na criação dos filhos. Na parte qualitativa, realizada com mães e gestantes, o papel do pai é muito valorizado, tanto na gestação (94%) quanto na criação dos filhos (92%). Porém, na prática, é muito diferente. Apenas 41% dessas mulheres afirmaram que os pais participam ou participaram ativamente da gestação e 51% delas vão sozinhas às consultas. Só 47% dos pais atuam efetivamente na criação dos filhos, em consultas e vacinas. Assumir a responsabilidade de impor limites é função que menos da metade (43%) deles desempenha. Mesmo sem a ajuda do marido e tendo de trabalhar (55% das entrevistadas estão empregadas), a creche não é vista com bons olhos: 57% acham que a casa é o melhor lugar para a criança.

Temas deste texto: Pais e filhos - Saúde - Saúde Materna