MS: PF apura denúncia de discriminação racial contra indígenas em escola

Veículo: O Globo - RJ
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O Ministério Público Federal (MPF) de Mato Grosso do Sul solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar crimes de racismo e injúria racial praticados contra alunos indígenas de uma escola estadual em Antônio João (MS), na fronteira com o Paraguai. A PF vai começar a ouvir alunos, funcionários e o diretor da escola na próxima semana. De acordo com a denúncia, índios guaranis-caiovás da escola Pantaleão Coelho Xavier teriam sido retirados da sala de aula sob a alegação de que seriam "fedidos, sujos e pouco higiênicos". Segundo Marciano Duarte, capitão da aldeia Campestre, os cerca de seis alunos, sendo quatro meninas, teriam sido xingados por colegas brancos de sala de aula e por isso teriam sido retirados da sala pelo diretor.

Segregação – “Eles falaram que os alunos brancos os chamaram de fedidos, sujos e que tinham chulé, e por isso foram retirados da sala pelo diretor para estudar fora da sala de aula. O professor dava aula para os índios lá fora e ao mesmo tempo para os brancos, que ficaram na sala”, afirmou Duarte. O diretor da escola, Elimar Brum, nega que tenha ocorrido discriminação étnica contra os alunos indígenas.

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