PR: Por erro da Justiça, crianças crescem fora de fila de adoção

Veículo: Folha de S. Paulo - SP
Compartilhe

Gessér Santos, 20, não sabe para onde ir. Encaminhado a um abrigo após a morte da mãe, ele cresceu sem contato com a família de origem em Curitiba (PR). Também passou dez anos sem a chance de encontrar uma família, já que nunca entrou no cadastro de adoção, por deficiências na Justiça. Gessér e outros 13 jovens da Associação Paranaense Alegria de Viver (Apav), instituição que acolhe portadores de HIV em Curitiba, são o retrato de uma série de crianças que acabam "invisíveis" nos abrigos do país. Agora, os adolescentes buscam uma resposta na Justiça. Mais que isso: uma indenização por terem passado anos praticamente esquecidos nas instituições. Segundo juízes e especialistas ouvidos pela Folha, iniciativas judiciais como essas ainda são raras no País. No Rio Grande do Sul, há pelo menos dois casos. No Paraná, a primeira ação do grupo da Apav foi protocolada em novembro do ano passado. As demais, com pedido de indenização de R$ 100 mil para cada um, estão previstas para este ano. A iniciativa é do Movimento Nacional das Crianças "Inadotáveis" – que perdem a chance de adoção por falta de ação do Estado.

Temas deste texto: