Prefeitos cobram Saúde por mais vacinas de Covid para crianças

Veículo: Metrópoles - DF
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Em nota divulgada nesta segunda-feira (14/11), prefeitos de todo o país cobram que o Ministério da Saúde adquira mais doses de vacinas contra a Covid-19 para crianças de seis meses a três anos.

O posicionamento, divulgado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), alerta sobre o aumento de casos de Covid no Brasil nas últimas semanas, e a chegada da subvariante BQ.1 no país.

Na última semana, o Ministério da Saúde enviou a primeira remessa de doses para o público de seis meses a três anos aos estados e ao Distrito Federal. Ao todo, 1 milhão de imunizantes da Pfizer foi distribuído.

Para a FNP, o órgão deve agilizar a compra e envio de mais remessas para evitar o aumento de casos entre o público infantil. A organização também pede que a vacinação seja ampliada para todas as crianças desta faixa etária — atualmente, a recomendação é apenas para crianças com comorbidades.

“As crianças não podem ser submetidas ao risco de morte, quando há imunizantes disponíveis no mercado. Sendo assim, solicita urgentemente ao Ministério da Saúde a aquisição e regularidade na entrega das doses, além do importantíssimo estímulo a complementação do plano vacinal de toda a população”, escreveu a entidade, em nota.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação de doses para crianças sem comorbidades nesta faixa etária deve ser analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Variante BQ.1

O surgimento de uma nova subvariante do coronavírus, a Ômicron BQ.1, reacendeu um sinal de alerta em todo o mundo após um período de queda acentuada e estabilidade do número de novos diagnósticos de Covid-19.

Especialistas acreditam que o Brasil se encaminha para uma nova onda de casos nas próximas duas a três semanas, com aumento mais acentuado em dezembro.

Porém, algumas medidas individuais podem contribuir com a prevenção da doença, como uso de máscaras e atualização do esquema vacinal, evitando os casos e achatando a curva epidemiológica.

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