Publicidade infantil em xeque

Veículo: Correio Braziliense - DF
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Muitos pais se sentem tranquilos enquanto os filhos estão na frente da televisão. Além de desenhos animados e de programas infantis, no entanto, as crianças estão sujeitas à publicidade – boa parte destinada diretamente a elas. Os riscos que essa exposição pode causar e o nível de controle do Estado nesse setor se tornaram motivo de polêmica na sociedade e no Congresso Nacional nesta semana, depois que uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) vetou comerciais direcionados às crianças com menos de 12 anos de idade. O Conanda, órgão ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, publicou no início do mês a resolução 163/2014, que aponta o tipo de propaganda considerada abusiva para o público infantil. A decisão tomou uma dimensão ainda maior quando o cartunista Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica, se manifestou publicamente sobre o assunto. Ele publicou em uma rede social a imagem de uma menina defendendo a publicidade para crianças. A atitude foi comentada e criticada na internet e, no dia seguinte, o post foi retirado. Depois da polêmica, o assunto voltou a ser discutido no Congresso Nacional.

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