RJ: ONG que mantém abrigo não pode renovar contrato

Veículo: O Estado de S. Paulo - SP
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A prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) está diante de um impasse para manter abertas 160 das 178 vagas que dispõe em abrigos especializados para tratar de crianças e adolescentes usuários de crack – ou seja, 90% do total. O contrato da Secretaria de Assistência Social com a Casa Espírita Tesloo, que oferece as vagas em cinco unidades, vence na próxima segunda-feira e não será renovado. A ONG é alvo de uma inspeção especial do Tribunal de Contas do Município (TCM) por suspeita de irregularidades na prestação de contas e da qualidade dos serviços oferecidos. Por essa razão, o TCM encaminhou na última terça-feira (24) ofício à prefeitura recomendando que não renove contratos da entidade até a conclusão das investigações.
 
Milícias – Ontem (25), o jornal O Dia revelou que a entidade é dirigida pelo major reformado Sérgio Pereira de Magalhães Júnior. O oficial é citado em 23 autos de resistência que resultaram em 42 mortes durante operações em áreas de baixa renda, entre os anos de 1999 e 2002. Na 33ª DP (Realengo), há um inquérito que investiga o suposto envolvimento de Sérgio Pereira com milícias. Procurado pelo O Globo, o major reformado não retornou as ligações.
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