RJ: Preconceito religioso em escola é investigado

Veículo: O Globo - RJ
Compartilhe

A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RJ) abriu uma sindicância para apurar se um aluno, de 12 anos, da Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, foi vítima de discriminanação religiosa, por ter sido impedido pela direção de frequentar a unidade usando guias de candomblé e bermuda branca. Na manhã desta quarta-feira (3), o prefeito Eduardo Paes e a secretária de Educação, Helena Bomeny, reuniram-se com o estudante e a mãe dele, que afirma que o menino foi vítima de preconceito. Após ser barrado na semana passada, o aluno foi transferido para outro colégio, no mesmo bairro. A mãe contou que, por iniciativa própria, o filho decidiu, há cerca de dois meses, começar o processo de iniciação no candomblé, o que implicaria no uso das guias, conhecidas como fios de conta, além da bermuda branca, e um boné para cobrir a cabeça, que ele tiraria ao entrar na unidade. Antes de mandá-lo à escola, a mãe foi comunicar as mudanças temporárias no uniforme do estudante à direção. Segundo ela, a diretora a tratou de forma ríspida.

Temas deste texto: