ANDI e Alana lançam guia de boas práticas para entrevistas com crianças e adolescentes em coberturas sobre clima
Em meio às discussões globais sobre futuro e justiça climática, um novo material busca garantir que as vozes de quem mais será impactado pelas mudanças do clima — crianças e adolescentes — sejam ouvidas com respeito, cuidado e protagonismo.
O guia “Como entrevistar crianças e adolescentes sobre a pauta climática”, lançado pela ANDI – Comunicação e Direitos em parceria com o Instituto Alana, reúne recomendações práticas para jornalistas, comunicadores, criadores de conteúdo e mediadores que desejam realizar coberturas éticas, seguras e alinhadas aos direitos da infância.
A publicação reforça que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos, agentes de mudança e portadores de linguagens e visões próprias sobre o mundo. O material oferece orientações que vão desde os cuidados antes, durante e depois das entrevistas até o uso adequado de imagens e dados pessoais — conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Entre as recomendações estão:
- solicitar autorização e consentimento informados;
- evitar perguntas que possam reabrir traumas ou causar desconforto emocional;
- não infantilizar, romantizar ou explorar falas e sentimentos;
- garantir que o protagonismo de meninas, crianças negras, indígenas, periféricas, com deficiência, migrantes e refugiadas climáticas seja reconhecido e valorizado;
- divulgar soluções e iniciativas lideradas por crianças e adolescentes, não apenas relatos de vulnerabilidade.
O guia reforça que a cobertura responsável sobre o tema climático passa, necessariamente, pela inclusão das vozes infantojuvenis nos espaços de decisão e debate público — um passo essencial para a construção de um futuro sustentável e justo.
Acesse o guia completo em português e inglês, no site ANDI: https://andi.org.br/publicacoes


