Como utilizar as informações sobre recursos para a área da infância e adolescência em matérias jornalísticas?

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1. Dimensionar: É difícil ter dimensão de dinheiro citando apenas as cifras. Por isso, busque sempre comparações com coisas que estão mais presentes no cotidiano das pessoas ou com outras ações governamentais.

Por exemplo: quanto o governo gasta em pagamento de dívida externa e quanto despende em enfrentamento à exploração sexual? Qual o valor per capita por estudante destinado à educação? Quanto representa esse per capita se o compararmos com uma mensalidade em escolas particulares do município em que vivemos?

2. Acompanhar: A peça orçamentária é apenas autorizativa; ou seja, os valores previstos não necessariamente serão gastos. Por isso é importante acompanhar a execução dos recursos: eles estão sendo investidos? Há contingenciamento? Boas pautas podem ser feitas a partir da análise dos gastos que não foram efetuados pelo governo.

3. Comparar: para avaliar a execução, uma boa dica é compará-la com quanto do ano já se passou: por exemplo, se já estamos no sexto mês, em tese, cerca de metade da verba já deveria ter sido aplicada. É claro que há recursos que serão usados de uma só vez – por exemplo, verbas destinadas a seminários de formação ou investimentos em infra-estrutura, que têm data certa para acontecer. Por isso, é importante sempre checar no órgão responsável pela execução o porquê do gasto não ter sido realizado.

4. Monitorar: Também é importante buscar os resultados do investimento. O programa está dando certo? Qual a opinião de especialistas que trabalham na área? No caso de ações que envolvem atendimento direto, quantas pessoas estão sendo beneficiadas? Qual a avaliação delas? O recurso é suficiente?

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