Anticorpos em bebês podem levar a vacina contra a malária

Veículo: Folha de S. Paulo - SP
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O sangue de bebês tanzanianos infectados pelo parasita da malária deu uma pista para produzir aquela que pode ser uma vacina eficaz contra uma doença que mata perto de um milhão de crianças no mundo por ano em países subdesenvolvidos. A doença costuma ser fatal para crianças pequenas, mas existem as que demonstraram ter resistência à infecção. Logo, tentar entender o motivo dessa proteção natural pode indicar um caminho para desenvolver uma vacina – ainda inexistente – contra a mais temida doença tropical. Quando um agente causador de doença invade o organismo, o sistema de defesa do corpo tenta identificar e destruir a ameaça. O parasita invasor tem "antígenos", uma espécie de fechadura; o corpo tenta produzir "anticorpos", as chaves. Os bebês tanzanianos tinham anticorpos – as "chaves" – para uma porta importante do parasita da malária, um ser de apenas uma célula chamado "plasmódio", mas com grande capacidade de iludir o sistema de defesa.

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