CE: uma vaga para cada dois internos

Veículo: Diário do Nordeste - CE
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A violência no País assume diversas facetas e uma das mais graves atinge diretamente a parcela mais frágil da população: a infantojuvenil, especialmente àqueles em conflito com a lei. Estudo recente do Conselho Nacional do Ministério Público Federal (CNMP) mostra que o cumprimento das medidas socioeducativas, especialmente as restritivas de liberdade – internação e semiliberdade – está muito longe do modelo do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Espaços sem estrutura adequada, pessoal terceirizado e não capacitado e carência nas oportunidades de formação educacional e profissional são alguns pontos focados. No entanto, a superlotação, que potencializa motins e rebeliões, é apontada como a mais grave. De acordo com o documento, o Ceará registra 202,8% a mais de internos do que a capacidade dos centros educacionais. Para cada vaga, existem mais dois. O estado ocupa a quarta posição no ranking brasileiro. O primeiro lugar é do Maranhão, com 458,9% para mais, seguido pelo Mato Grosso do Sul, com 354,1% e Alagoas, com 324,7%, onde três convivem num espaço para um.

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