Cérebro dos anoréxicos tem falhas de conexão

Veículo: Correio Braziliense - DF
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As roupas estão cada vez mais folgadas, o ponteiro da balança despencou, mas o espelho mostra uma cena bem diferente. Pessoas que sofrem de anorexia nervosa enxergam o corpo de forma alterada e acreditam que nunca estão magras o bastante. Muito já se investigou sobre as causas do problema, que tem fortes bases comportamentais e até mesmo hereditárias. Agora, pesquisas se concentram nas causas neurológicas do distúrbio, o terceiro que mais afeta adolescentes em todo o mundo, de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria. Mais do que nunca, os cientistas se convencem de que a mente e o cérebro trabalham juntos na construção da imagem corporal distorcida.

Conexão – O estudo mais recente sobre as raízes neurológicas da anorexia foi apresentado por pesquisadores alemães do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade de Ruhr. A partir de ressonâncias magnéticas funcionais, eles constataram um erro de conexão no cérebro de mulheres anoréxicas, envolvendo duas regiões importantes para o processamento da imagem corporal. Quanto mais fraca a comunicação entre essas áreas, maior a discrepância entre o peso verdadeiro das participantes e a percepção que elas tinham do corpo.

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