DF: Entre o abandono e o acolhimento familiar

Veículo: Correio Braziliense - DF
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Somente em janeiro deste ano, seis mães do Distrito Federal procuraram a Justiça para entregar suas crianças para a adoção. No entanto, a opção de abandonar o bebê, em vez de entregá-lo para adoção por outra família, ainda é prática recorrente no Distrito Federal. De acordo com o vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e juiz da Vara da Infância e Juventude de Recife (PE), Humberto Vasconcelos, nos casos de abandono, a Justiça faz de tudo para identificar a mãe e descobrir os motivos do ato. "São mínimos os casos em que detectamos uma ação deliberada e covarde. Não se pode passar a mão na cabeça, pois existe uma criança exposta a risco, mas a sociedade precisa aprender a acolher essa pessoa e a não classificá-la como isso ou aquilo", defende.

Convivência familiar –A legislação brasileira evita o abrigamento de crianças e adolescentes. A prioridade é encontrar meios que assegurem a convivência saudável com a família biológica. Por isso, quando uma mãe declara o desejo de entregar o filho para adoção ou o abandona, há uma tentativa de entender os motivos e apoiá-la para que ela tenha condições de refletir sobre as consequências do ato.

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