Escola ‘padrão Fifa’ ainda é sonho

Veículo: O Estado de S. Paulo - SP
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De 1995 a 2013, o número de matrículas na educação básica no Brasil cresceu de 43,8 milhões para 50 milhões, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No ensino superior, pulou de 1,8 milhão para 7,3 milhões. No mesmo período, a quantidade de universidades públicas federais subiu de 39 para 63. O orçamento do Ministério da Educação (MEC) saltou de R$ 33,7 bilhões (em valores corrigidos pela inflação) para R$ 101,8 bilhões, aumento de 202%. No meio dessa sopa de números, fica evidente a constatação de que o País obteve ao longo das últimas décadas avanços significativos na inclusão de seus cidadãos no sistema educacional, conquista que esbarra em outro desafio: o de conquistar a qualidade de ensino. Apesar do progresso, a escola "padrão Fifa" reivindicada nas manifestações de junho de 2013, não está nem estará pronta para a próxima Copa. Especialistas ouvidos pelo Estado apontaram uma série de medidas que precisam ser adotadas com urgência para melhorar a qualidade, da educação básica ao ensino superior: reformar o currículo escolar; aumentar a atratividade pela carreira de magistério; reduzir distorções regionais; firmar um pacto de colaboração entre os diferentes Entes federados; e garantir a eficiência da gestão.

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