Explosão juvenil de células cardíacas

Veículo: Correio Braziliense - DF
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É consenso entre os cientistas que as células musculares do coração (CMCs) dos mamíferos param de se replicar logo após o nascimento, o que limita a capacidade de regeneração do órgão vital. Resultados de um estudo publicado pela revista Cell destoam desse conceito adotado pelos médicos há 120 anos. A pesquisa, desenvolvida na Escola de Medicina da Emory University, nos Estados Unidos, mostrou que CMCs de ratos aumentam em 40% antes da adolescência. O mecanismo permite que o coração acompanhe o estirão de crescimento típico da puberdade. Os pesquisadores apostam que a descoberta abrirá caminho para outras investigações destinadas a aprimorar os tratamentos de seres humanos com doenças cardíacas, especialmente os bebês. Crianças com cardiopatias congênitas são tratadas com medicamentos e abordagens aplicadas em adultos que desenvolveram doenças cardíacas ao longo da vida. A terapêutica, porém, nem sempre traz respostas satisfatórias aos bebês.

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