Governadores não querem royalties só para educação

Veículo: Folha de S. Paulo - SP
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Prefeitos e governadores não querem atrelar o uso dos royalties das futuras áreas de exploração de petróleo apenas à educação básica. Eles defendem que as receitas sejam gastas com "conhecimento". Essa flexibilização do conceito de educação está entre os pontos que deputados e senadores devem tentar mudar na Medida Provisória (MP) recém-publicada no Diário Oficial da União. O texto enviado pelo Palácio do Planalto assegura 100% dos royalties para "projetos de desenvolvimento da educação", assim como 50% do Fundo Social, espécie de poupança de parte dos recursos do pré-sal. A MP não especifica, contudo, com quais ações esse dinheiro deve ser gasto.

Capacitação profissional – Na tarde de ontem (04), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, defendeu que o dinheiro das novas áreas deve ser usado para "financiar o conhecimento". Ele defende, por exemplo, o uso dos recursos também em capacitação profissional e nas políticas de incentivo à pesquisa. "Educação não pode ser apenas o ensino básico. O conceito precisa ser mais amplo porque o petróleo é finito", disse.

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