Mortes de crianças e adolescentes por intervenção policial caem 70% em cinco anos no estado de SP

Veículo: Globo.com - BR
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O número de mortes violentas de crianças e adolescentes por intervenção policial caiu quase 70% de 2017 a 2021 em todo o estado de São Paulo. O valor, no entanto, continua alto.

Os dados são de um relatório inédito, feito em parceria entre governo estadual, a Assembléia Legislativa (Alesp)e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que analisou boletins de ocorrência registrados com assassinato de jovens de até 19 anos.

Desde 2018, os números apresentam uma queda, mas especialistas apontam que os números de violência contra crianças e adolescentes ainda são altíssimos.

O pico dos casos de mortes por intervenção policial foi em 2017, com 273 jovens assassinados no estado de São Paulo. Em 2021, os números chegaram a 82 casos, uma queda de quase 70% no período (69,9%).

Já as mortes por homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte tiveram o ano de 2016 como o pior, com 382 vítimas. Em 2021 foram 210, uma queda de 45%.

“O destaque do estudo é essa redução, mas é também um alerta. Um reconhecimento que a gente está melhorando, mas que a gente precisa fazer mais. Embora a gente tenha poupado 81 vidas de adolescentes, de um ano pro outro, a somatória dos que ainda morreram é de 292 meninos e meninas que tiveram sua trajetória de vida interrompida”, diz Adriana Alvarenga, chefe do escritório do Unicef.

“É importante destacar que, sob qualquer critério internacional, os números ainda são muito elevados. Ainda que haja uma redução, que ela deva ser comemorada, a gente precisa lembrar que tem poucos países no mundo que se assemelham ao Brasil na violência”, diz Samira Bueno, diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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