Olimpíada impulsiona ensino na rede pública

Veículo: O Globo - RJ
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Projeto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com recursos do MEC e do Ministério de Ciência e Tecnologia, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) é realizada em duas fases. Na primeira, alunos de todas as escolas públicas do Brasil podem participar da prova objetiva de 20 questões. Dois meses depois, os classificados para a segunda fase fazem a prova discursiva. Ao todo, são distribuídas 500 medalhas de ouro, 900 de prata e 4.600 de bronze. Todos os premiados têm vaga garantida no PIC, que hoje conta com 4.500 vagas e vai chegar a 2015 oferecendo dez mil. A iniciação científica inclui trabalhos que devem ser entregues ao longo do ano; participação em fórum da internet com professores universitários; e idas para faculdades, onde têm aulas com professores do ensino superior.

Pequena revolução – Professora em Paulista (PB), Jonilda Alves descobriu na olimpíada a chance de fazer uma pequena revolução na cidade de pouco mais de 11 mil habitantes. Responsável por turmas do 6º ao 9º ano, ela viu que os alunos "achavam a disciplina detestável". Apostou então na OBMEP. Começou conquistando quatro menções em 2005. Em 2009, um de seus alunos ganhou bronze. O primeiro ouro veio com seu filho, Wanderson, hoje com 12 anos, e que já acumula dois ouros e uma prata. “Os estudantes viram que era possível. Em 2012, preparei 18. Treze passaram para a segunda fase. Fazia assim: dava aula de manhã na escola e de tarde e de noite na minha casa. A cidade tem muita gente carente, então, os que começam o PIC descobrem outra vida. Em 2011, 12 foram chamados. Em 2012, 10”, conta Jonilda.

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