Os muros visíveis e invisíveis das escolas

Veículo: Folha de S. Paulo - SP
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A quarta edição da pesquisa Irbem revela que 82% dos moradores estão insatisfeitos com a qualidade de vida em São Paulo e mais de 90% acham a cidade insegura. Transformar a cara e a alma da cidade é tarefa de todos e, como educadora, creio que abrir as escolas para a cidade, rompendo seus muros e integrando-as aos espaços coletivos, poderá tornar mais tangível essa função. Tanto as escolas como as demais instituições podem ressignificar e valorizar esses espaços, com projetos que contribuam para a maior vinculação e pertencimento do paulistano à cidade. Como exigir da escola a missão de formar cidadãos, se tudo no entorno reforça o contrário? A educação, para se efetivar, não deve se restringir aos bancos da escola. É um direito a ser garantido ao cidadão ao longo de sua vida, não somente no período escolar.

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