PNE recoloca em debate limites do ensino inclusivo

Veículo: O Globo - RJ
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O aluno com deficiência precisa ser visto como especial, ou é convivendo numa turma comum que ele irá se desenvolver? Uma das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE), previsto para ser votado no plenário do Senado nesta quarta-feira (11), tentará dar a resposta: a meta 4 do texto trata da oferta de ensino básico a estudantes com algum tipo de deficiência. E tem dividido profissionais do setor há os que crêem que esses alunos precisam da estrutura de escolas especiais; e há quem argumente que o inclusivo, e, portanto, obrigatório, é o ensino regular. Apenas uma palavra foi suficiente para aumentar o debate. Defensores do ensino regular afirmam que a palavra "preferencialmente" presente no trecho que diz que a universalização do atendimento escolar para os alunos com deficiência vai se dar "preferencialmente na rede regular de ensino" seria uma brecha para as escolas comuns recusarem alunos com deficiência. Relator do PNE no Senado, Alvaro Dias (PSDB/PR) afirma que tentou garantir o direito de escolha dos pais. E que um trecho do texto veda a recusa de crianças com deficiência.

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