Rio melhora índices de saúde e Educação

Veículo: O Globo - RJ
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Mais crianças na Escola – com menor índice de reprovação – e sofrendo cada vez menos agressões físicas dentro e fora do ambiente familiar. Um levantamento realizado pelo Rio Como Vamos (RCV) mostra que as políticas públicas para crianças e adolescentes no Rio têm alcançado estatísticas cada vez mais animadoras. Porém, para garantir a essa faixa da população pleno acesso à saúde e à Educação no município, ainda existem inúmeros desafios. A pesquisa do RCV, elaborada com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e da Secretaria municipal de Saúde (SMS), apresenta os avanços conquistados nas duas áreas entre os anos de 2006 e 2013, norteando os caminhos para melhorar ainda mais o atual cenário. Segundo a presidente do movimento, Rosiska Darcy, o Rio Como Vamos acompanha as políticas para avaliar quais foram eficazes e quais precisam ser aperfeiçoadas. “O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, criado para formular políticas públicas, foram dois importantes passos para conquistarmos esses avanços”, diz Rosiska. Embora o acesso ao pré-natal, condição essencial para o bem-estar da mãe e do bebê, tenha alcançado uma melhora significativa no período, a mortalidade infantil, referência para a definição de políticas públicas pela SMS, continua sendo um desafio a ser enfrentado no município. Em 2006, o número de nascidos vivos cujas mães fizeram menos do que sete consultas durante a gravidez foi de 25.465. Em 2013, esse número diminuiu para 21.368, uma queda de 16%.

Mortalidade infantil caiu 2%

Embora, no entanto, o acompanhamento da gestação tenha melhorado entre 2006 e 2013, a mortalidade infantil diminuiu somente 2% – de 1.128 para 1.108 crianças.  – Parece uma redução tímida, mas de 2013 para 2014, por exemplo, foram cem óbitos a menos. E nasceram duas mil crianças a mais. É um número significativo, resultado de uma série de ações intersetoriais e da ampliação da atenção primária no município. “Os dados mostram que estamos no caminho certo”, avalia o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. O investimento na saúde da criança começa no pré-natal, com programas como o Cegonha Carioca, que garante cuidados para mãe e bebê até o parto. Após o nascimento, temos desde programas de prevenção na atenção primária até ações intersetoriais como o Programa Saúde nas Escolas.

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