RJ: Ameaça do HIV à flor da idade

Veículo: O Globo - RJ
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Quando a enfermeira revelou o resultado positivo para HIV, os pensamentos de X. (de 22 anos na época) viraram um turbilhão de dúvidas. Ela o orientava sobre a necessidade de marcar uma consulta com um infectologista, fazer novos exames… Ele, com as mãos suadas, imaginava o futuro e presumia como teria adquirido o vírus. Do lado de fora, o namorado do rapaz, de 23 anos, era o próximo a ser atendido, num hospital de Botafogo. Ambos eram soropositivos. Saíram de lá em silêncio. Só em casa soltaram o choro e se abraçaram. Estavam diante de uma realidade presente na vida de um número crescente de jovens do estado do Rio, que, segundo os últimos números do Ministério da Saúde, (MS) registrou 504 diagnósticos de Aids na população de 15 a 24 anos em 2012, uma taxa de 19,3 novos casos por cem mil habitantes na faixa etária. Foi a maior taxa de detecção para esse grupo desde 2001 (ou seja, 34% maior do que nesse ano, quando era de 14,4 por cem mil habitantes). E acima da média nacional, de 11,8, que também está em alta (era de 8,8 em 2001). Isso apesar de a taxa geral de novos diagnósticos, para todas as faixas etárias, ter se mantido estável no Brasil nos últimos anos (foi de 20,2 por cem mil habitantes em 2012) e estar em queda no Rio desde 2009.

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