RS: A aposta do Brasil na escola de tempo integral

Veículo: Zero Hora - RS
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Em 26 de junho, enquanto a grande preocupação dos brasileiros era a partida contra o Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2014, um fato de relevância muito maior passou despercebido de quase todo mundo. Na edição daquele dia, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a sanção, pela presidente Dilma Rousseff, do novo Plano Nacional de Educação (PNE). O documento estabelece que até 2024 metade das escolas públicas do País deve garantir ensino em tempo integral. Em 10 anos, 25% dos estudantes terão de passar pelo menos sete horas por dia em sala de aula. Levando em conta os números de hoje, isso significaria oferecer a modalidade em mais de 75 mil escolas, abrangendo dez milhões de alunos. O Ministério da Educação (MEC) conta com a ajuda dos royalties do petróleo para elevar de 6,4% para 10% a proporção do PIB investido no ensino, outra meta do PNE, de forma a dispor de recursos para disseminar o tempo integral. No Rio Grande do Sul, onde funcionam 7,5 mil escolas públicas, o PNE é reforçado por lei em vigor desde janeiro que determinou a oferta de educação integral em 50% dos estabelecimentos estaduais de ensino fundamental, no prazo de dez anos.

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