Rumo ao pré-natal contra o autismo

Veículo: Correio Braziliense - DF
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O mal é tão desconhecido que sequer existe concordância sobre o número de pessoas afetadas mundialmente. Não se sabe das causas nem há tratamento-padrão. Nos últimos anos, contudo, as pesquisas sobre autismo avançaram, revelando, por exemplo, diversos genes que têm implicação com esse distúrbio do desenvolvimento, caracterizado principalmente pelo isolamento social. Agora, uma série de importantes descobertas foram publicadas na revista Science por um grupo de pesquisadores franceses. Além de observar, pela primeira vez, a atividade de neurônios de embriões de ratos programados geneticamente para desenvolver o problema, os cientistas foram capazes de reverter o sintomas antes do nascimento dos animais, aplicando uma injeção nas mães. Previamente, a mesma equipe havia conseguido diminuir a severidade do autismo e da síndrome de Asperger em crianças usando a mesma droga0. A descoberta ainda não vai beneficiar diretamente os humanos, pois muitos testes precisam ser feitos antes disso, mas os resultados animaram os cientistas, que acreditam ter encontrado o caminho certo em busca de terapias eficazes contra o transtorno autista.

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