SP: Famílias não superaram a violência

Veículo: Revista Istoé - BR
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Em dezembro do ano passado, com a ajuda de uma câmera escondida, uma funcionária revelou os maus-tratos aos quais as crianças matriculadas em uma escola de São Paulo eram submetidas. Enquanto alimentava os alunos grosseiramente, a diretora-pedagoga Conceição Tomaz Cruz dava puxões no cabelo e na orelha, tapa no rosto, chacoalhões. Há relatos de que os obrigava a engolir o próprio vômito, provocado pelo excesso de comida. As crianças não podiam contar a ninguém, sob uma suposta ameaça da diretora em "cortar a cabeça dos pais". Por sua vez, os pais confiaram na tradição de 30 anos da instituição e nas credenciais acadêmicas de Conceição, pagando ainda uma mensalidade superior a R$ 1.500. Logo depois que o escândalo veio à tona, a escola foi fechada e a diretora foi denunciada por maus-tratos. Mas o terror que essas crianças tão pequenas passaram ainda reverbera na rotina das famílias, muitas sob tratamento psicológico e medicação. Há até os que se mudaram de cidade para tentar superar o trauma. A diretora aguarda a decisão da Justiça em sua casa, em São Paulo, e leva uma vida normal.

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