Um milhão com deficiência fora da escola

Veículo: correiobraziliense.com.br - DF
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Quando Juliana Rocha dança na companhia da amiga Keila Pereira, fica difícil diferenciar qual delas teve uma paralisia do lado esquerdo do corpo. As adolescentes de 17 anos se esforçam para manter a sincronia dos passos de balé, no pátio do Centro Educacional nº 2 do Guará, no Distrito Federal. Com a coreografia, as diferenças motoras ficam menos evidentes. Na plateia, há os que questionam: "Quem é a menina do derrame na perna?". Só depois de uma falha técnica da música, os presentes percebem que Juliana tem dificuldades para andar até onde está o equipamento de som. Keila nem gosta de dançar balé, mas aceitou fazer a apresentação para acompanhar a amiga em uma visita de autoridades do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) ao colégio. Espectadora da dança, Rosângela Bieler é chefe global da frente da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre deficiência e garante que o Brasil está no caminho da inclusão escolar. Em cinco anos, de 2007 a 2012, o número de alunos com deficiência na escola regular passou de 306 mil para mais de 620 mil, um aumento de 102,78%, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). No entanto, a organização estima que há ainda cerca de um milhão de pessoas entre 0 e 19 anos com deficiência fora das escolas brasileiras.

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