Vírus volta a ser detectado em bebê de Milão

Veículo: Correio Braziliense - DF
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O segundo caso de criança curada funcionalmente da infecção pelo HIV segue o mesmo resultado decepcionante do chamado “Bebê de Mississippi”. Submetido a uma administração precoce de alta dose de antirretrovirais, o bebê de Milão apresentou três anos de remissão do micro-organismo causador da Aids, mas cargas virais foram detectadas em exames recentes. A cura funcional não é a erradicação da doença, já que o patógeno permanece no sangue do paciente em quantidades mínimas, quase indetectáveis. Nessa condição, o sistema imunológico controla sozinho a multiplicação do vírus, impedindo que qualquer sintoma se manifeste. Nova falha nesse processo é detalhada na edição desta sexta-feira (3) da revista Lancet por um grupo de especialistas liderado por Mario Clerici, da Universidade de Milão. O bebê de Milão nasceu de mãe soropositiva em dezembro de 2009. A cura funcional foi percebida quando ele tinha 3 anos. Testes para medir a quantidade viral no sangue da criança indicaram que o HIV havia sido erradicado, sendo que até os anticorpos produzidos contra o vírus desapareceram da corrente sanguínea.

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