Como entrevistar crianças e adolescentes sobre a pauta climática
(2025)
Guia para jornalistas, assessores de imprensa, criadores de conteúdo e mediadores de debate
A crise climática é um dos maiores problemas do mundo hoje e prejudica mais duramente quem menos contribuiu para ela e conviverá por mais tempo com as decisões que tomamos agora: as crianças e os adolescentes. Apesar disso, nas ações oficiais sobre o clima, elas e eles não são ouvidos nas discussões e processos de tomada de decisões. Nos textos e nos eventos oficiais, não são considerados, gerando uma invisibilidade que se intensifica diante das desigualdades de gênero, classe, raça, etnia, território e deficiência.
Participação de crianças e adolescentes na pauta climática: um direito garantido
Crianças e adolescentes são sujeitos de direitos e agentes de mudança com linguagens, culturas e perspectivas próprias. Alguns marcos asseguram o seu direito à participação na pauta climática:
Convenção sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU) e seu Comentário Geral nº 26 — o princípio do melhor interesse da criança
deve orientar todos os debates e as decisões sobre políticas e acordos climáticos. Para isso, as crianças devem participar de forma eficaz e significativa.
Constituição Federal (artigo 227) — é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar os direitos de crianças e adolescentes com absoluta prioridade em todas as áreas.
Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 15) — crianças e adolescentes têm direito a se expressar, opinar e participar da vida comunitária e política.
Os profissionais de comunicação têm um papel crucial na divulgação de demandas, opiniões, propostas de soluções e realidades pouco difundidas de crianças e adolescentes. Neste guia você encontrará recomendações para entrevistar esse público sobre a pauta climática em eventos como a COP30.


